As escolas se preocupam principalmente com o conhecimento intelectual e hoje constatamos que tão importante como às ideias é o equilíbrio emocional, o desenvolvimento de atitudes positiva diante de si mesmo e dos outros, aprender a colaborar, a viver em sociedade, em grupo, a gostar de si e dos demais. Os alunos só terão sucesso na escola, no trabalho e na vida social se tiverem autoconfiança e auto-estima.
Temos baseado a educação mais no controle do que no afeto, no autoritarismo do que na colaboração. Talvez o significado mais marcante do nosso trabalho e de maior alcance futuro seja simplesmente nosso modo de ser e agir enquanto equipe. Criar um ambiente onde o poder é compartilhado, onde os indivíduos são fortalecidos, onde os grupos são vistos como dignos de confiança e competentes para enfrentar os problemas.
A educação precisa incorporar mais as dinâmicas participativas como as de auto-conhecimento (trazer assuntos próximos à vida dos alunos), as de cooperação (trabalhos de grupo, de criação grupal) e as de comunicação (como o teatro ou a produção de um texto, uma história).
Uma boa escola precisa de professores mediadores de processos de aprendizagem vivos, criativos, experimentadores, presenciais. De professores menos “falantes”, mais orientadores; menos aulas informativas e mais atividades de pesquisa, experimentação e desafios.
Uma escola que privilegie a relação com os alunos, a afetividade, a motivação, a aceitação, o reconhecimento das diferenças. Que dê suporte emocional para que os alunos acreditem em si, sejam autônomos, aprendam a analisar situações complexas e a fazer escolhas cada vez mais libertadoras.
Só vale a pena ser educador dentro de um contexto comunicacional participativo, interativo, vivencial. Só aprendemos dentro deste contexto. Não vale a pena ensinar dentro de estruturas autoritárias e ensinar de forma autoritária. Pode até ser mais eficiente a curto prazo, os alunos aprendem rapidamente determinados conteúdos programáticos, mas não aprendem a ser pessoas, a ser cidadãos.